Autoconhecimento, qualidade de vida, Relacionamento, Saúde Emocional

Reflexões sobre aceitação e valorização de si mesmo.

Aprendemos desde muito cedo a reconhecer os fracassos, eles estão sempre em primeiro plano, os êxitos e sucessos acumulam poeira nas nossas memórias e lembranças, o medo de errar, de não ser suficiente, de fracassar se faz muito mais forte e presente o que nos leva a dar uma importância exagerada á ele. Essas sensações aliadas às pressões externas nos levam a incessante busca de realizações e reconhecimento, para que outros meçam nossa importância e valor no mundo.  Mas de que vale o reconhecimento do outro e o valor que nos é atribuído, se nós mesmos não formos capazes de reconhecer nossa importância, de valorizar quem nós somos?

Mas não busque se conhecer só para evitar frustrações e modificar comportamentos falhos, o autoconhecimento é um caminho importante para a aceitação, e se aceitar inclui entender que nem sempre é possível evitar frustrações, você pode (e vai) falhar e perceber que essa também é uma oportunidade de aprendizado e de transformação e isso pode sim ser positivo. Por mais que façamos planos, nem sempre eles vão se realizar da maneira que imaginamos, não temos controle absoluto de diversas circunstâncias, situações e, sobretudo de nossos sentimentos e emoções, principalmente diante das dificuldades que encontramos no caminho.

Você é mais do que o seu sucesso/insucesso profissional e suas conquistas materiais, e embora importantes, são somente uma parte pequena de você. Você pode ter sucesso e ainda assim se sentir infeliz ou insatisfeito com o lugar que alcançou, pois, no final das contas o mais importante é o valor que damos a nós mesmos.

Você é a pessoa mais importante da sua vida, e a relação consigo será sempre a mais difícil e desafiadora porque você não é uma estátua de mármore fadada a inércia e deterioração, você é um organismo vivo que ESTÁ em constante transformação, adaptação, contato com um mundo repleto de inúmeras possibilidades, que permitem a comunicação, a troca e o crescimento. E nesse universo inteiro que há em você, é de uma crueldade brutal só experimentar angústia, sofrimento e a incessante (e amarga) sensação de fracasso, sempre esperando o dia que finalmente “vai chegar lá!” Você alguma vez já parou para observar e saborear todo seu caminho até aqui?  Não se maltrate, não se deixe de lado e não busque saídas fáceis, como atribuir á outros a responsabilidade pela sua felicidade ou falta dela, pela sua “falta de sorte” ou pelas injustiças do universo, todos nós iremos enfrentar nossos próprios monstros.

Abrace tudo aquilo que você é, o que você faz o que fala, o que pensa e sente, é disso que se trata a aceitação: reconhecer quem você realmente é, sem máscaras, sem padrões, sem julgamento, sem medo! Sabendo que você tem pontos fortes e pontos fracos, e tudo bem, eles vão existir dentro de você, encontre uma maneira de manter a harmonia entre eles.svetlana-pochatun-247691-unsplash

Às vezes você precisa fazer o esforço de se permitir por um momento ou dois ou três… Deixar suas expectativas de lado, reduzi-las ou abrir mãos de todas elas e olhar para si mesmo, tire um tempo para se cuidar, para se tratar com carinho, para relaxar, serenar  suas emoções e sentimentos ou extravasá-los se expondo á eles, se expondo a experiências e possibilidades que o impedem de  deixar ser, de descansar, de estar em harmonia  e apreciar seu mundo interno .

Trate-se de modo mais gentil ao invés de se punir intermitentemente pelo seu excesso de autocrítica, respeite e valorize-se independente de quais sejam suas realizações. Invista seu tempo aprendendo a compreender a si e não se julgue negativamente, perceba que você, assim como todo e qualquer ser humano também sofre ou pode vir a sofrer e não é para ignorar o sofrimento, só o encare de modo realista sem exagerá-lo e aumentá-lo só porque você supervaloriza a sua percepção sobre o sucesso e a felicidade de outros enquanto subestima e deprecia a si mesmo.

Ao invés de passar tanto tempo perdido nas desilusões de quem você deveria ser, celebre quem você é, se conheça e (Re) conheça a sua importância, suas qualidades, seus talentos, suas habilidades e capacidades, seus sentimentos e suas relações além do que se espera que você seja. E por falar nisso, quem é que espera mesmo? Quem foi que disse ou onde estava escrito o manual de como você deveria ser? Que régua é essa que você inventou que só mede negativamente a si mesmo?

Quando se está subjugado por culpa, autossabotagem e autopiedade (não confunda com autocompaixão) ninguém consegue se perceber, e acaba se esquecendo de que o senso de humanidade deve começar por você mesmo, e só então depois, para com os outros, pois é muito difícil ofertar o que não se sente, você não pode verdadeiramente oferecer a outros, aquilo que não tem por si mesmo, seja amor, ajuda, compaixão ou solidariedade.

Mas cuidado, não confunda a aceitação com conformismo, ou o perdão com permissividade, essas são condições que o fazem acreditar na impotência e inferioridade, o que tratamos aqui são condições que o fortalecem e facilitam o enfrentamento de dificuldades, a consideração de si e por si mesmo o ajudará no seu processo de crescimento pessoal, mas nada acontecerá se você não tiver coragem e não se arriscar.

PsicOn| A psicologia conectada com você.  

 

Autora: Cristina Santana

 

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