Comportamento Social, Psicologia, Saúde Emocional

Conhecendo o Autismo

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, está relacionado com o desenvolvimento do cérebro e atinge cerca de 1% da população em geral. Tem como características principais, a dificuldade na comunicação interpessoal e comportamentos repetitivos. Em alguns casos já é possível perceber essas características logo após o nascimento (como “dar mais importância” para um objeto do que para os pais, por exemplo), porém, em outros casos, só é possível identificar esses comportamentos ao longo do desenvolvimento. Afeta mais o sexo masculino do que o feminino e, quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor será o tratamento.

Com o lançamento do último Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), o autismo foi classificado como Transtorno do Espectro Autista (TEA) onde, além dele, também estão inclusos o transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não-específico e síndrome de Asperger, sendo que são diferenciados como nível 1 (leve), nível 2 (moderado) e nível 3 (severo). No primeiro nível, apresenta interesse reduzido por interações sociais e dificuldades na comunicação. No segundo os prejuízos sociais e comportamentos repetitivos passam a ser mais visíveis e não aceitam bem as mudanças. Já no terceiro as características citadas acima passam a ser mais intensas, interferindo ainda mais na relação interpessoal.

Os estudos nessa área estão crescendo cada vez mais e com isso é possível identificar alguns fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno, tais como, ter irmãos com o diagnóstico do TEA, histórico familiar com casos de esquizofrenia, transtorno bipolar e Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH), pais com idade superior a 40 anos, nascimento de crianças abaixo do peso ou prematuro. Existem também os fatores sociais, como uso de álcool e drogas durante a gestação, por exemplo.

Cada autista é único e, por isso, muitas vezes apresentam sintomas diferentes. Porém, existem alguns sintomas que são básicos e utilizados para poder identificar o transtorno:

  • Comunicação social: como alguns não falam e outros verbalizam fora de ordem, podem existir dificuldades de comunicação.
  • Interação social: ocorre uma dificuldade em interagir com as pessoas. Não respondem quando são chamadas, preferem fazer as atividades/brincadeiras sozinhos, entre outros.
  • Comportamentos repetitivos: sempre realizam os mesmos movimentos, como balançar as mãos, fechar os olhos, repetir palavras, balançar o corpo, entre outros.

Comumente, o diagnóstico pode ser feito logo na infância, sendo que são as pessoas mais próximas das crianças (como os pais ou professores, por exemplo) que percebem os primeiros comportamentos. O tratamento é realizado por uma equipe multiprofissional, composta por pediatra, psiquiatra infantil, psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, onde buscam cuidar dos aspectos do desenvolvimento da criança. O apoio e colaboração dos familiares também são muito importantes para o tratamento.

Sempre quando se é falado sobre algum transtorno, as pessoas geralmente apresentam algumas ideias erradas (conhecida também como mitos) sobre os mesmos, e com o autismo não é diferente. Muitas vezes isso ocorre devido ao pouco acesso à informação sobre os transtornos, portanto, é importante esclarecer alguns mitos sobre o TEA.

Um dos principais é aquela ideia de que “os autistas têm o próprio mundo”, isso ocorre devido às dificuldades que apresentam para interagirem e se comunicarem com outras pessoas, por isso é importante compreender suas limitações e ensinar formas para se comunicar. Outra característica do transtorno é a hipersensibilidade, na qual a pessoa se sente incomodada ao receber carinho, porém, não significa que não gosta de receber, mas sim, que é preciso buscar uma forma que não vá irritá-la.

Independente se tem ou não algum transtorno, cada pessoa é única, com seus pontos fortes e fracos e que precisa ser respeitada e amada.

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Autor: Franciane Rodrigues

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