Psicopatologia

Você tem medo de quê?

Você mesmo deve ter um medo que considera estranho ou já deve ter se deparado com algum conhecido que tem um medo muito intenso de alguma coisa que você considera normal ou acredita que não é preciso tanta aversão por aquele ser/objeto e/ou situação.

Primeiramente, precisamos aprender a distinguir o medo da fobia. O medo é normal ao ser humano. Em muitas vezes ele é vital. Ele faz parte da antecipação de um perigo iminente, ou seja, quando nosso cérebro compreende um estímulo como sendo ameaçador, nosso corpo dá sinais (tremores, palpitações, suores) de que algo ruim está para acontecer. Quando esse medo começa a sair do controle e começa a trazer consequências danosas para a vida daquele indivíduo, impossibilitando-o de fazer coisas cotidianas (como entrar em uma piscina ou falar com outras pessoas, por exemplo) é sinal de que alguma coisa não está em pleno funcionamento ou em equilíbrio no nosso organismo.

A lista é longa: De medo de ratos, aranhas, sapos, cobras e baratas a medo de cachorros, passarinhos e borboletas; De medos de palhaços, bonecas e personagens excêntricos a medo de água, avião, elevador e médicos. Há quem tenha medo de falar em público, de altura, de escuro, de lugares fechados, de ser enterrado vivo, mas também têm aqueles que sentem medo de dinheiro, de buracos, do número 13, de opiniões, de luz, de cabelos, de barbas, de umbigo… Quem tem medo de umbigo? O que parece estranho para uns pode ser terrivelmente assustador para outros…

Você já deve ter ouvido falar sobre o termo Fobia. A palavra vem do grego Fobos que é a personificação do medo e do terror. Fobos é filho de Ares e Afrodite. Segundo a mitologia, ele acompanhava o pai nas batalhas e injetava nos inimigos a covardia, fazendo-os sentirem um medo extremo.

A fobia é o medo irracional frente a um estímulo considerado ameaçador, sejam estes estímulos ameaças reais ou imaginárias. A fobia faz com que as pessoas sintam aversão por algo e toma conta de sua vida de uma maneira que, somente a menção do nome daquilo que se teme, já chega a ser assustadora. Por exemplo, a pessoa que sente aversão a ratos, até em filmes e desenhos animados como ‘Ratatouille’ ou o adorável ‘Stuart Little’, os personagens são considerados ameaçadores, nojentos e asquerosos. Quem tem medo de palhaços não consideram ‘Patati e Patata’ uma boa pedida para a recreação de festas infantis. A verdade é que o medo intenso sentido na fobia é patológico, isto é, é uma doença, um transtorno de ansiedade que tem como características a intensidade dos sintomas, como sensação de pânico, taquicardia, sudorese, tremores, sensação de desmaio, dificuldades de respiração, incapacitando muitas vezes a pessoa a levar uma vida normal e de qualidade. O medo paralisa, faz com que a pessoa até entenda sua condição, ou seja, ela sabe que seu medo é irracional e exagerado, mas mesmo assim não tem capacidade para controlá-lo.

Geralmente as fobias são desenvolvidas na infância, algumas pessoas nunca saberão a causa do medo irreal. Já algumas pessoas podem ter características hereditárias, ou seja, o medo é adquirido, observando reações de pessoas da mesma família. Também pode acontecer por conta de alguma situação traumática, por exemplo, a pessoa se envolve em um acidente de carro e desenvolve a fobia de dirigir.

Ah! E não adianta dar a chave do carro para aquela pessoa e dizer “Vá, dirija… Não acontecerá nada!”. Assim como não adianta fazer com que aquela outra pessoa fique de frente ou mate uma barata dizendo “Ela não faz nada. Ela é muito menor que você”. Muito menos empurrar aquela outra pra dentro de um elevador. Ajudar uma pessoa que tem Fobia é trabalho para um profissional capacitado (psicólogo ou psiquiatra, muitas vezes trabalhando em conjunto) que vai auxiliar com as questões de controle da ansiedade, medo, traumas e consequências psicológicas daquela pessoa primeiramente, antes de sair colocando ela de frente a qualquer estímulo aversivo. A fobia não é brincadeira. Muito menos um medo bobo. O trauma que você pode causar em uma pessoa tentando “ajuda-la” a se livrar de seus medos “insignificantes” (para você) pode fazer com que ela se prejudique ainda mais, trazendo consequências danosas à saúde mental daquele indivíduo, uma vez que a situação do medo pode ser irreal, porém a angústia e o sofrimento sentidos são genuínos.

Abaixo, segue uma lista com o nome de algumas Fobias:

 

fobias-especificas

PsicON – A Psicologia conectada com você

Autor: Bruna Gagetti

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