O autoconhecimento é a capacidade de olhar para si mesmo de forma total, ou seja, englobando aspectos físicos, sensoriais, emocionais e mentais do organismo como um todo e a construção da interação entre cada uma dessas partes.

Geralmente, conhecer-se está relacionado apenas com os aspectos físicos do nosso organismo. Nós conhecemos muito bem o nosso corpo, o que gostamos nele, o que não estamos satisfeitos, o que queremos mudar, qual parte dói no momento. Mas, dificilmente temos a mesma clareza e percepção quando estamos nos referindo às emoções e sentimentos. É muito mais simples olharmos para o espelho e enxergarmos as “qualidades” e “defeitos” que estão visíveis aos nossos olhos, porém, será preciso muita paciência e prática para olhar para dentro de si.

Culturalmente, desde criança não aprendemos a expressar ou falar sobre nossos sentimentos, principalmente aqueles considerados negativos. Ora, é só lembrarmo-nos de quando éramos crianças e por qualquer motivo ficávamos tristes e logo nossos pais ou algum adulto dizia assim: “Fique feliz! Você nem tem problemas para estar triste.” Ou quando estávamos com raiva e alguém soltava: “Isso é feio”. Ou até mesmo a clássica: “Engole o choro, homem não chora”.

As emoções e os sentimentos estão aí para serem vivenciados, sejam elas o amor ou o ódio, a alegria ou a tristeza, a tranquilidade ou a raiva. Crescemos achando que não podemos expor nossos sentimentos sem sermos considerados fracos e isso não é verdade. Ao longo do caminho, vamos reprimindo e internalizando os sentimentos até chegarmos a um ponto de adoecimento emocional, como é o caso dos transtornos de ansiedade, da depressão ou o estresse.

Conhecer-se é entrar em contato com aquilo que está sentindo no momento e questionar: “o que eu estou sentindo é real?”, “está me fazendo bem ou mal?”, “que ações eu devo tomar para mudar este estado ou condição sem que prejudique a mim ou a outros?”. Em outras palavras, é fazer escolhas conscientes e saber lidar com elas.

O autoconhecimento não é tão fácil quanto parece. É um processo lento e requer prática. É conversar consigo mesmo e ser responsável pelas suas atitudes e decisões, buscando o equilíbrio entre o pensamento e as ações. Experimente e viva suas emoções sem necessariamente aprová-las ou não, mas seja consciente delas e será consciente de si mesmo.

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 Autor: Bruna Gagetti 

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